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“A família dele me pediu para continuar”, diz Carioca sobre imitação de Marcelo Rezende

por Jovem Pan, . - Atualizado em

Márvio Lúcio, o Carioca, e Marcelo Rezende em 2013

Márvio Lúcio, o Carioca, e Marcelo Rezende em 2013

Fonte: Reprodução/Instagram

Um dos personagens mais conhecidos do humorista Márvio Lúcio, o Carioca do programa Pânico, é Marcelo Sem Dente, sua caricata imitação do jornalista Marcelo Rezende. Em entrevista ao Morning Show na manhã desta segunda-feira (18), o comediante contou detalhes de sua relação com o colega, morto no último sábado (16) vítima de um câncer, e falou sobre os possíveis rumos deste papel.

“Ontem, no velório, a família dele foi muito legal comigo. Minha vontade de continuar com esse personagem é zero. Mas os filhos dele vieram conversar e me falaram ‘por favor, continua, fica à vontade, a gente adora, papai também adorava’”, disse.

Carioca relembrou ainda que, pouco mais de um mês atrás, quando o apresentador havia tido uma considerável piora em seu quadro de saúde, ele resolveu cancelar a turnê Pancadão do Sem Dente, dedicada integralmente à essa imitação.

“Na última vez em que falei com ele na internet, mandei umas perguntas e não tive retorno. Aí fiquei preocupado. Percebi que a situação não estava boa. Tentei ir ao hospital, mas falei com o Geraldo [Luís] e ele me falou que o Marcelo estava a fim de ficar sozinho. Super entendi. Apenas mandei meu abraço para ele. Naquela época, ele se afastou e por isso decidi cancelar a turnê”, contou. “Marcelo Sem Dente era meu personagem mais ‘bombado’. A turnê estava indo bem. Mesmo assim falei para meu empresário cancelar. Não tinha como eu ficar ali dando risada. Tive problemas com alguns contratantes, mas resolvemos com boas conversas”, completou.

Por fim, o humorista rasgou elogios ao trabalho do companheiro. Segundo ele, o jornalista foi inovador ao incluir brincadeiras em programas policiais até então extremamente tensos.

“Ele era folclórico. Tinha um estilo com várias nuances que era um charme (...). Foi muito divertido que a gente tinha um quadro no Pânico na Band e ele aparecia no ar na Record nos provocando. Ele falava ‘olha rapaz, aquele pessoal do Pânico está me sacaneando e não estou gostando muito da brincadeira’. Ele atiçava. A audiência do Cidade Alerta cresceu muito, ele foi muito inteligente. Ele percebeu o retorno das pessoas com suas brincadeiras e foi deixando o programa mais leve. Até um diretor na época demonstrou preocupação com isso, dizia ‘jornalismo é coisa séria, não sei não’ e eu falava para ele ficar tranquilo que estava tudo certo (risos)”, finalizou.

Marcelo Rezende morreu no sábado aos 65 anos em São Paulo. O apresentador foi internado em estado grave na última quinta-feira (14), devido a um câncer no pâncreas e no fígado. Ele revelou o diagnóstico em maio deste ano durante entrevista ao programa Domingo Espetacular, da Record. 

Na luta contra a doença, Rezende iniciou tratamentos médicos como quimioterapia, mas abandonou o tratamento convencional pouco tempo depois. Na época, ele foi para um retiro espiritual e adotou uma dieta alternativa.

Nota de falecimento

O falecimento foi divulgado em nota pelo Hospital Moriah, localizado no bairro de Moema, Zona Sul de São Paulo. “Com profundo pesar, comunicamos o falecimento do jornalista e apresentador Marcelo Rezende, 65 anos, às 17h45min, no dia 16 de setembro de 2017, no Hospital Moriah, em São Paulo”, disse o comunicado.

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